CDC, MODA & FASHION LAW: o modelo plus size





Semanas atrás um vídeo de desabafo da influencer Letticia Munniz (@letticia.munniz) viralizou no Instagram. Nele, a influencer fala sobre a dificuldade que pessoas gordas têm para encontrar roupas. Ela desabafa ainda dizendo que o tamanho “plus size“ é só mais um padrão que vem para reprimir milhares de mulheres que não se encaixam nessas medidas. E a Letícia não está errada!


Ademais, vi comentários no vídeo muito sensatos que relatam que hoje as marcas aumentaram a numeração dos seus modelos, porém, os modelos em si estão cada vez menores: o 38 virou 36, o 44 virou 42...

Pensando nisso, destaco que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) é uma lei que visa especificar direitos constitucionais, com o objetivo de atender demandas voltadas ao consumo! As empresas, os fornecedores, os lojistas... têm o dever de cumprir o CDC juntamente com os princípios constitucionais e somado a isso, estarem atentos às demandas que hoje vão muito além do mero consumo!


As marcas ainda estão muito a desejar quando se trata de cumprir uma função social! Muito mais do que ser sustentável, não corroborar com práticas que ferem valores sociais, não fazer testes em animais... é preciso ainda dar um passo maior diante de tantas transformações, e a moda não fica pra trás porquê ela personifica muito aquilo que as pessoas acreditam e o que elas querem passar para o mundo. Porém, quando uma parcela da população ainda se sente reprimida, esquecida, cabem às empresas entender que o consumidor e sua forma de consumir estão em constante evolução.


O consumidor mudou sua visão de mundo e as empresas também precisam, aliás, somos nós os potenciais consumidores daquilo que vocês produzem!

”As empresas brasileiras precisam assumir seu protagonismo como agentes de transformação e de geração de valor. (...) Devem, sobretudo, criar condições para responderem às demandas de consumidores que detém o poder de desconstruir negócios.(...) As tendências apontam para um novo entendimento do comportamento, das motivações e das atitudes do consumidor, que passa longe da definição de perfis demográficos e de renda. Os rótulos e enquadramento perderam sentido.” (Revista Consumidor Moderno - 253 - Dez/Jan 2020).



Camila Prado,

advogada civilista e fashionista

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Camila Prado Advocacia e Consultoria